{"id":859,"date":"2018-07-24T14:25:09","date_gmt":"2018-07-24T14:25:09","guid":{"rendered":"https:\/\/algaziisaudit.wordpress.com\/?p=859"},"modified":"2023-01-19T16:37:15","modified_gmt":"2023-01-19T19:37:15","slug":"fraudes-corporativas-sera-que-estou-correndo-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/leonlisboa.com.br\/site\/fraudes-corporativas-sera-que-estou-correndo-risco\/","title":{"rendered":"Fraudes corporativas: ser\u00e1 que estou correndo risco ?"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisas mostram que tem crescido muito o n\u00famero de fraudes nos \u00faltimos anos, tanto no Brasil quanto no mundo, fato que tem for\u00e7ado as empresas de todos os portes a aumentarem seus investimentos em controles internos para prote\u00e7\u00e3o de seus neg\u00f3cios. Dentro deste contexto \u00e9 importante que as empresas conhe\u00e7am os riscos envolvidos, suas fragilidades e principalmente entendam o modus operandi dos fraudadores, seu perfil e suas motiva\u00e7\u00f5es. Entendendo mais a fundo tais quest\u00f5es dar\u00e1 maiores condi\u00e7\u00f5es \u00e0 empresa de se proteger e conseguir atingir seus objetivos de forma satisfat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca se falou tanto em fraudes como nos \u00faltimos anos. Segundo uma pesquisa recente da PwC que pesquisou mais de 7.200 empresas em 123 pa\u00edses, 49% dos entrevistados diz j\u00e1 ter sofrido algum tipo de fraude nos \u00faltimos 24 meses. Se levarmos em considera\u00e7\u00e3o apenas as empresas da Am\u00e9rica Latina, este percentual sobe para 53%.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Se compararmos com a m\u00e9dia dos resultados das \u00faltimas pesquisas, vemos que houve um aumento significativo de 19%, fator que os pesquisadores acreditam ser devido a uma maior consci\u00eancia global acerca das fraudes, al\u00e9m da r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o da tecnologia digital que permite a circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es de forma mais r\u00e1pida e din\u00e2mica, fato que facilita o trabalho de identifica\u00e7\u00e3o de casos de fraudes, mas que por outro lado tamb\u00e9m abre brechas para novas modalidades de a\u00e7\u00f5es fraudulentas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos acompanhamos, at\u00f4nitos, v\u00e1rios exemplos destes delitos que d\u00e3o uma ideia do impacto que podem trazer \u00e0s empresas, como \u00e9 o exemplo da Volkswagen, da Toshiba, da pr\u00f3pria Petrobr\u00e1s, o Banco HSBC, a British Petroleum entre outros tantos cases facilmente encontrados em uma simples pesquisa pela internet.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta consci\u00eancia global comentada pelos especialistas da PwC, acerca dos perigos das fraudes \u00e9 refletida tamb\u00e9m no aumento das despesas com o combate \u00e0s fraudes. Segundo a pesquisa, 52% dos participantes aumentaram nos \u00faltimos dois anos o investimento em ferramentas de tecnologia e an\u00e1lise de dados, al\u00e9m de programas de den\u00fancia, sendo que 38% planejam investir ainda mais nos pr\u00f3ximos dois anos. Fato este que comprova a import\u00e2ncia que as companhias t\u00eam dado \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o e combate destes eventos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">VOC\u00ca EST\u00c1 AVALIANDO OS SEUS RISCOS DE FRAUDE ?<\/h3>\n\n\n\n<p>Como podemos notar a fraude \u00e9 um risco presente e cada vez mais recorrente no mundo dos neg\u00f3cios, podendo ocorrer em empresas pequenas, m\u00e9dias e grandes multinacionais, com potencial de causar grandes impactos financeiros, operacionais, legais e at\u00e9 na reputa\u00e7\u00e3o \/ imagem das empresas. Desta forma, assim como qualquer outro risco, deve ser identificado, analisado, avaliado e tratado, de forma eficiente, visando a redu\u00e7\u00e3o da probabilidade de vir a se concretizar no ambiente da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisa da PwC, quando perguntado \u00e0s empresas quanto \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o de riscos relativos \u00e0 fraude, apenas 54% responderam que fazem algum tipo de an\u00e1lise, o que nos leva a acreditar que muitas empresas \u201cainda est\u00e3o lidando com a preven\u00e7\u00e3o \u00e0 fraude de uma maneira reativa\/defensiva\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 que as companhias est\u00e3o identificando, analisando e avaliando os riscos de fraude de uma forma eficiente, padronizada e coerente? Ser\u00e1 que as avalia\u00e7\u00f5es feitas por estas 54% de empresas que dizem estar avaliando os riscos de fraude, est\u00e3o levando em considera\u00e7\u00e3o o fator humano nas suas an\u00e1lises? O modus operandi dos fraudadores, suas motiva\u00e7\u00f5es, seu perfil? Ser\u00e1 que est\u00e3o avaliando de forma eficiente seus controles, ou apenas implantando-os sem a devida avalia\u00e7\u00e3o e ainda convictos de que \u00e9 a \u00fanica coisa que podem fazer?<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir identificaremos alguns pontos importantes que devem ser considerados para avalia\u00e7\u00e3o dos riscos de fraude e conheceremos um pouco mais sobre o perfil deste fraudador, objetivando com isto despertar a aten\u00e7\u00e3o do empres\u00e1rio para a import\u00e2ncia de conhecer mais acerca deste risco t\u00e3o relevante para os seus neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">COMO IDENTIFICAR E ANALISAR OS RISCOS DE FRAUDE ?<\/h3>\n\n\n\n<p>Para implanta\u00e7\u00e3o de um processo de gest\u00e3o de riscos de fraude de forma eficiente \u00e9 preciso em primeiro lugar sensibilizar a alta dire\u00e7\u00e3o para que d\u00ea o devido apoio a esta iniciativa. E isto s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel se o projeto for \u201cvendido\u201d adequadamente, haja visto que \u00e9 preciso conhecer profundamente o processo de gest\u00e3o de riscos e seus benef\u00edcios para compreender sua import\u00e2ncia. Por este motivo, caso n\u00e3o haja um especialista dentro da empresa, o caminho mais acertado \u00e9 a busca de parcerias externas ou um investimento pesado em benchmarking junto a outras companhias que j\u00e1 tenham maturidade neste assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>Em segundo lugar \u00e9 importante que haja um trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o interna em todos os demais n\u00edveis da companhia acerca da import\u00e2ncia da identifica\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise, avalia\u00e7\u00e3o e tratamento dos riscos de fraudes que possam existir ou vir a se materializar no ambiente interno ou externo da empresa. Segundo Brasiliano, 2016:<\/p>\n\n\n\n<p>Um programa de endomarketing transmite confian\u00e7a e credibilidade, ao mesmo tempo em que os valores compartilhados pela cultura organizacional, ir\u00e3o com certeza incentivar a postura pr\u00f3-ativa em vez da reativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a empresa j\u00e1 tiver um departamento de Compliance estruturado, um c\u00f3digo de conduta \/ \u00e9tica, canal de den\u00fancias, e demais diretrizes bem escritas, implantadas e monitoradas, al\u00e9m dos processos devidamente mapeados, facilita em muito o trabalho de identifica\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise e avalia\u00e7\u00e3o de riscos de fraude.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s estes primeiros passos inicia-se o trabalho de campo, onde sugere-se que haja a identifica\u00e7\u00e3o dos processos mais cr\u00edticos da empresa, ou seja, \u00e9 preciso saber quais processos s\u00e3o mais cr\u00edticos para o alcance dos objetivos da empresa e que se, por algum motivo, vierem a ser interrompidos podem trazer grandes impactos \u00e0 companhia. Isto n\u00e3o quer dizer que ser\u00e3o apenas estes processos que ser\u00e3o analisados, mas sim, priorizados, tanto nas an\u00e1lises quanto no atendimento em caso de concretiza\u00e7\u00e3o de um risco de fraude.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3ximo passo \u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o dos riscos propriamente dito. Neste est\u00e1gio \u00e9 primordial que todos os processos da empresa estejam devidamente mapeados e validados pelos gestores de cada \u00e1rea. Com o processo mapeado, inicia-se uma an\u00e1lise de todas as fases de cada processo com a finalidade de identificar os poss\u00edveis fatores de risco e os controles existentes. Estes fatores de risco dever\u00e3o ser listados e definidos para que haja uma perfeita compreens\u00e3o por parte de todos os interessados.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em m\u00e3os todos os fatores de risco e controles identificados, \u00e9 preciso entender melhor quais fatores influenciam a concretiza\u00e7\u00e3o de quais riscos. Para isto sugere-se a disseca\u00e7\u00e3o de cada risco de fraude, de forma a entender quais os controles existentes nas fases de cada processo analisado e as fragilidades com potencial de gerar a fraude estudada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em conjunto com a an\u00e1lise dos controles e fragilidades, \u00e9 importante entender tamb\u00e9m como o fraudador pode agir para concretizar a fraude. Neste momento o avaliador deve \u201cmudar a posi\u00e7\u00e3o do tabuleiro\u201d e pensar como um fraudador, somente assim poder\u00e1 ver com mais clareza como o processo pode ser fraudado e entender o poss\u00edvel modus operandi do fraudador. Busque tamb\u00e9m, neste momento, entender quais as poss\u00edveis motiva\u00e7\u00f5es que levariam o indiv\u00edduo a cometer a fraude e qual sua aposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s encontrar todos os fatores de risco e a l\u00f3gica usada pelo fraudador, \u00e9 importante analisar quais fatores e l\u00f3gicas que s\u00e3o comuns a todos os riscos e quais devem ser considerados mais importantes no contexto da empresa. Ranqueando estes fatores com base nestes crit\u00e9rios, \u00e9 poss\u00edvel ter uma vis\u00e3o macro da relev\u00e2ncia de cada item.<\/p>\n\n\n\n<p>Sugere-se ent\u00e3o na sequ\u00eancia que seja feito um estudo dos fatos hist\u00f3ricos de fraudes ocorridas, buscando identificar o tipo de fraude ocorrida, os envolvidos, os impactos operacionais e financeiros resultantes destas fraudes e as atitudes tomadas pela empresa diante das ocorr\u00eancias, identificar os poss\u00edveis ou potenciais fraudadores, descrevendo detalhes como cargo, renda, perfil s\u00f3cio econ\u00f4mico e poss\u00edveis aspectos motivacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s todo este levantamento voc\u00ea j\u00e1 ter\u00e1 material suficiente para entender o n\u00edvel de probabilidade de ocorr\u00eancia da fraude e o impacto que sua concretiza\u00e7\u00e3o pode trazer ao seu neg\u00f3cio. \u00c9 importante a utiliza\u00e7\u00e3o de uma metodologia espec\u00edfica de an\u00e1lise de risco para mensurar melhor e com mais precis\u00e3o tais dados e assim ter em m\u00e3os uma matriz de risco, que lhe dar\u00e1 uma vis\u00e3o hol\u00edstica e mais clara acerca de seu n\u00edvel de<br>seguridade interna e a relev\u00e2ncia de cada risco estudado, o que facilita a tomada de decis\u00e3o para o tratamento destes eventos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">COMO DESCREVER O PERFIL DO FRAUDADOR ?<\/h3>\n\n\n\n<p>Em meio aos levantamentos hist\u00f3ricos da empresa \u00e9 poss\u00edvel que descubra que uma destas fraudes fora cometida por um colaborador que conhecia muito bem o processo fraudado, seus controles e fragilidades, onde percebeu uma oportunidade e cometeu uma \u00fanica fraude. Este fraudador \u00e9 conhecido como o oportunista, pois percebeu uma oportunidade causada por um controle inexistente ou fr\u00e1gil e cometeu o delito.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode tamb\u00e9m ser que este mesmo colaborador, notando que ningu\u00e9m havia percebido sua a\u00e7\u00e3o, continuou a cometer outras fraudes, transformando-se ent\u00e3o no que chamamos de oportunista continuado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisa da KPMG intitulada Perfil global do fraudador, 2016, o sujeito que comete uma fraude na sua maioria \u00e9 homem (79%), na faixa de idade entre 36 e 55 anos (68%), empregados diretos da companhia fraudada (65%) e com mais de seis anos de casa (38%).<\/p>\n\n\n\n<p>Analisando o cargo destes fraudadores, vemos que 58% estavam em cargos de diretoria executiva e m\u00e9dia ger\u00eancia e 38% eram vistos como bem respeitados e de \u00f3tima reputa\u00e7\u00e3o perante seus pares e superiores.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, como explicar o perfil deste fraudador?<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1940 o ent\u00e3o doutorando Donald R. Cressey fez uma pesquisa onde entrevistou 250 criminosos presos por terem praticado fraudes em posi\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a dentro da companhia. Suas conclus\u00f5es o levaram a criar a teoria do Tri\u00e2ngulo da Fraude, que mais tarde viria a ser publicado no livro \u201cOther People\u2019s Money\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Cressey descobriu que tr\u00eas fatores sempre estavam presentes quando o indiv\u00edduo cometia a fraude;<\/p>\n\n\n\n<p>1) O fraudador estava pressionado por algum problema financeiro;<br>2) Ele sabia que poderia resolver este problema secretamente atrav\u00e9s da fraude, pois conhecia seus controles e fragilidades;<br>3) Eram capazes de racionalizar a sua pr\u00f3pria conduta, n\u00e3o reconhecendo seus atos como uma quebra de confian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2004 David T. Waolfe e Dana R. Hermanson apresentaram uma nova vis\u00e3o acerca da teoria de Cressey, incorporando os tra\u00e7os pessoais deste criminoso. Segundo os pesquisadores \u00e9 importante avaliar as habilidades que o fraudador tem para cometer a fraude, surgindo neste contexto o Diamante da Fraude, que ajuda a explicar um outro tipo de fraudador, o predador. Perfil daquele que j\u00e1 entra na empresa com intuito de fraudar, motivado muitas vezes pelo ego, dinheiro ou quest\u00f5es morais. Comete fraudes muito bem estruturadas e sist\u00eamicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O predador na maioria das vezes tem uma posi\u00e7\u00e3o importante e de autoridade dentro da companhia, possui grande capacidade de entender e explorar as fraquezas dos controles internos, acredita que n\u00e3o ser\u00e1 pego e possui grande poder de sedu\u00e7\u00e3o para envolver outros colaboradores sem que estes nem saibam que est\u00e3o ajudando no cometimento da fraude.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais recentemente outra pesquisa, feita pelo PhD Renato Santos trouxe outro elemento ao contexto: a Disposi\u00e7\u00e3o ao Risco, que segundo o pesquisador trata-se do c\u00e1lculo que o pr\u00f3prio fraudador faz para decidir pela a\u00e7\u00e3o, ou seja, se o vil\u00e3o tiver medo de cometer a fraude, ele n\u00e3o arrisca. Nasce assim o Pent\u00e1gono da Fraude.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Santos, o potencial fraudador analisa basicamente tr\u00eas riscos que se estiver no radar da empresa, auxilia muito sua preven\u00e7\u00e3o e at\u00e9 na detec\u00e7\u00e3o da fraude. O risco perigo que reflete o medo que o fraudador tem das consequ\u00eancias que pode sofrer, o risco probabilidade, que nada mais \u00e9 do que as chances que a fraude tem de dar certo versus o grau de impunidade caso seja pego e o risco aventura, caracter\u00edstico em profissionais que adoram desafios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">CONCLUS\u00c3O<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como negar que o risco de fraude \u00e9 uma amea\u00e7a iminente a qualquer neg\u00f3cio e que a sua correta mensura\u00e7\u00e3o e tratamento est\u00e1 diretamente ligado ao sucesso dos objetivos de sua organiza\u00e7\u00e3o, tendo em vista os potenciais impactos que estas fraudes podem causar caso venham a se concretizar.<\/p>\n\n\n\n<p>A alta volatilidade dos mercados financeiros, a r\u00e1pida globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e as incertezas pol\u00edticas, cobram subliminarmente uma postura cada vez mais preventiva e defensiva das empresas, for\u00e7ando-as a ter uma administra\u00e7\u00e3o auto adapt\u00e1vel e cada vez mais eficiente, o que acaba, muitas vezes, abrindo brechas em meio aos controles internos, que se n\u00e3o observadas e seladas, podem ser exploradas por oportunistas atentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro deste contexto a Gest\u00e3o de Riscos ganha seu destaque por ser o melhor caminho para a preven\u00e7\u00e3o desses males, trazendo a oportunidade de a empresa conhecer os riscos a que est\u00e1 exposta, a efetividade dos controles existentes, a probabilidade da ocorr\u00eancia destes riscos e o impacto que podem trazer aos seus neg\u00f3cios caso venham a se concretizar.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma cultura de gest\u00e3o de riscos implantada de forma padronizada, integrada a todos os processos cr\u00edticos da empresa, facilita a exposi\u00e7\u00e3o das fragilidades que devem ser trabalhadas, o que, ao contr\u00e1rio do que se pensa, n\u00e3o aumenta o risco, mas refor\u00e7a o chamamos de vigil\u00e2ncia natural.<\/p>\n\n\n\n<p>Portando um processo de Gest\u00e3o de Riscos eficaz aumenta a efici\u00eancia empresarial, pois diminui as incertezas, trazendo maiores chances de assertividade nas tomadas de decis\u00e3o pela alta dire\u00e7\u00e3o, gerando valor ao neg\u00f3cio e aumentando sua resili\u00eancia em meio a um mercado din\u00e2mico, concorrido e repleto de perigos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">REFER\u00caNCIAS<\/h3>\n\n\n\n<p>PRICEWATERHOUSE COOPERS. Tirando a fraude das sombras: Pesquisa global sobre fraudes e crimes econ\u00f4micos 2018. S\u00e3o Paulo: PwC, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASILIANO, Ant\u00f4nio Celso Ribeiro. Intelig\u00eancia em Riscos: Gest\u00e3o integrada em riscos corporativos. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Sicurezza, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>KPMG INTERNACIONAL. Perfil global do fraudador: A tecnologia viabiliza e os controles deficientes estimulam a fraude. S\u00e3o Paulo: KPMG, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>STUART, Iris C. Servi\u00e7os de auditoria e assegura\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica. 1. ed. Porto Alegre: AMGH Editora, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>SILVA, Sergio M. Antunes da. A import\u00e2ncia da auditoria e a percep\u00e7\u00e3o do auditor na preven\u00e7\u00e3o e detec\u00e7\u00e3o da fraude. Escola Superior de Gest\u00e3o e Tecnologia, Santarem, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte : Administradores.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisas mostram que tem crescido muito o n\u00famero de fraudes nos \u00faltimos anos, tanto no Brasil quanto no mundo, fato que tem for\u00e7ado as empresas de todos os portes a aumentarem seus investimentos em controles internos para prote\u00e7\u00e3o de seus neg\u00f3cios. 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